Lembrar é resistir: 1 ano que o governador mandou o Batalhão de Choque para os Auxiliares e Técnicos em Enfermagem

A data 12 de fevereiro de 2020 está marcada para a enfermagem de nível médio. Após 13 dias de mobilização e denúncia dos desmandos do governo Paulo Câmara com o serviço público estadual de saúde, em especial, aos profissionais de enfermagem que amargam mais de uma década sem reajuste salarial digno, tendo o piso inferior ao salário-mínimo, de R$774,00. Jornadas de trabalho exaustivas, falta de EPI’S e insumos necessários para garantir melhor assistência de saúde a população.

Depois de inúmeras tentativas do SATENPE em buscar uma solução negociada para a pauta de reivindicações, o governador preferiu usar a força policial para atacar os trabalhadores.

Durante a greve, a direção do SATENPE através da imprensa fazia levar aos cidadãos pernambucanos que a chegada do Covid-19 agravaria ainda mais o sofrimento dos pacientes e dos profissionais do sistema de saúde do estado. A greve foi suspensa após ação do Estado junto ao judiciário, ainda durante a ação truculenta da polícia com disparos de bomba de efeito moral e balas de borracha, houve a prisão ilegal do presidente do SATENPE Francis Hebert, mas o sindicato busca a revogação da liminar que declarou temporariamente ilegal a greve e esperamos retomar o legítimo direito de greve.

Enquanto isso após a suspensão da greve, nossa guerra foi focada na defesa da vida é na segurança dos nossos colegas expostos ao vírus letal que infelizmente ceifou a vida de milhares de brasileiros e, até o momento, segue contaminando e matando muitos de nossa categoria.

O sindicato vem atuando em várias frentes de batalha, jurídico, administrativo e político para assegurar os direitos da categoria.

Obtivemos no judiciário algumas vitórias importantes como a liminar que obriga o Estado a garantir EPI’S de acordo com as normas técnicas, retiramos do serviço os colegas dos chamados grupos de risco garantindo que ficassem em casa (home office).

Na Assembleia Legislativa, apresentamos aos deputados o pedido de pagamento de insalubridade em grau máximo, de 40%. A Alepe aprovou a indicação ao governador que até o momento não se posicionou, alegando que estava estudando a viabilidade financeira.

Segundo o presidente do SATENPE, Francis Hebert, lembrar é resistir. ” Também, significa que não desistiremos de lutar por dignidade, valorização e respeito. Vamos precisar fortalecer nossa organização política, nos locais de trabalho e nos prepararmos ainda mais para as batalhas que se aproximam”.

 

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