Nesta quarta´-feira (12), os profissionais da área da saúde voltaram a fechar a Avenida
Governador Magalhães. Os vendedores de água e pipoca comemoraram o aumento nas
vendas

O oitavo dia de protestos dos técnicos e auxiliares em enfermagem em frente ao
Hospital de Retauração, área central do Recife, resultou em um aumento nas vendas
dos vendedores ambulantes que na Avenida Governador Agamenon Magalhães. Nesta
quarta-feira (12), os profissionais da área da saúde continuaram a reivindicar melhores
condições de trabalho e aumento do salário base, que atualmente é de R$774, 82.
Apesar da situação, quem lucrou foram os ambulantes que trabalham dia e noite na
avenida.

Segundo Alber Carlos, de 20 anos, que trabalha há três anos na Agamenon Magaçhães,
desde a semana passada as vendas tiveram um aumento de 100%. "Eu chegeui aqui às 9
horas da manhã e já vendi 10 fardos de água e 11 de pipoca", comentou animado.

A pista foi liberada às 20h11, quase 12 horas o início do protetso, após a chegada do
Batalhão de Choque da Polícia Militar de Pernambuco. Dea cordo com o Sindicato
Profissionaldos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem de Pernambuco (Satene), o
presidente do grupo, Francis Herbert, foi levado pela PM para a delegacia. Durante o
protesto, agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte (CTTU) estiveram no local para
auxiliar os motoristas, que desviavam pela Rua Joaquim Nabuco.

Já ara José Ailson, 22, as vendas tiveram um aumento de 10%. "Sempre que acontece
algum protesto aqui na Agamenon Magalhães nós pegamos e essa é a oitava vez que
os técnicos em enfermagem estão fazendo e isso está sendo bom para a gente. Nós
estammos vendendo mais", disse o vendedor que trabalha há quase cinco anos pelas
ruas e avenidas do Recife.

OITAVO DIA DE PROTESTO

Os técnicos dem enfermagem voltaram a fechar a Avenida Governador Agamanon
Magalhães, na altura do Rua Joaquim Nabuco, na manhã desta quarta-feira (12).
Profissionais lotados em diferentes unidades de saúde se revezam durante todo o dia
para reivindicar melhores condições de trabalho e salário, reposição de dez anos sem
ajustes com base na inflação. Segundo os técnicos, não é pago o adicional noturno e
nem o de insalubridade.

Ao longo de toda a tarde, gritos de resistência, como "daqui não saio, daqui ninguém me
tira", eram entoados. A técnnica em enfermagem Cíntia Maria, que trabalha há cico
anos na área, afirmou que os protestos estão reivindicando não só em benefício próprio,
mas também buscam melhores condições aos pacientes que utilizam o serviço público.
"A gente vem lutando não só pela gente, mas também para quem utiliza o serviço
público", comentou.

Às 17h30, a comissão de negociação do sindicato e representantes das secretarias de
Administração e da Saúde do Estado se reuniram. Após o encontro o vice-repsidente do
Satenpe, Gilberto Flávio, informou que, durante a reunião, o governo reconheceu que
precisa discutir os salários da categoria. Ele também criticou a ação da Polícia Militar
na Avenida Agamenon Magalhães. "O ponto crucial dessa negociação foi pedir ao
governo que desse a garantia de que os grevistas não seriam perseguidos ou teriam
pontos descontados. Só neste ponto, a redação do govrno não ficou a contento da
comissão e nós trouxemos para a assembleia, para mostrar que o governo tem má
intenção com os trabalhadores. O episódio de hoje foi lamentável, a postura da polícia
foi lameentável", dissse.
A categoria irá voltar a se reunir às 7h desta quinta-feira (13) em frente ao Hospital da
Restauração para decidir os próximos passos do movimento. Ainda não ha nenhuma
reunião marcada entre o sindicato e o governo estadual.

https://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2020/02/12/no-protesto-
dos-tecnicos-em-enfermagem-no-recife-quem-lucrou-foram-os-pipoqueiros–
399688.php

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