Técnicos e auxiliares de enfermagem de nível médio continuam em protesto
reivindicando pela isonomia salarial; reposição das perdas salariais dos últimos 10 anos;
adicional noturno; insalubridade; quinquênio e atualização do Plano de Cargos,
Carreiras e Vencimentos. A manifestação dos profissionais se arrasta desde o dia 30 de
janeiro, quando eles paralisaram a Avenida Agamenon Magalhães, na altura do Hospital
da Restauração, localizado na área central do Recife.
O sindicato aponta que o salário base da categoria em Pernambuco é de R$ 774, menos
do que os R$ 1.045 que é o atual salário mínimo do trabalhador no país. Nesta última
quinta-feira (6), representantes do Governo de Pernambuco se reuniram com o Sindicato
Profissional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satenpe), que
afirma que o governo não levou proposta concreta para a mesa de negociação.
"Com essa omissão e desrespeito à enfermagem de nível médio, os trabalhadores
continuarão realizando atos públicos na Região Metropolitana e no interior de
Pernambuco", acentua o Satenpe. O sindicato da categoria revela que o governo alega
que a Lei de Responsabilidade Fiscal impede o avanço das negociações e "reconhece
que os baixos salários são um problema que precisa ser resolvido".
“Diante disso, a categoria permanece com a greve e a orientação do sindicato é que as
unidades das emergências e urgências funcionem com até 30% do efetivo”, salienta a
assessoria do Satenpe. Essa mobilização da categoria deve permanecer até o Governo de
Pernambuco dar uma resposta.
https://www.leiaja.com/noticias/2020/02/07/pe-tecnicos-de-enfermagem-estao-em-
protesto-ha-8-dias/