É possível observar rachaduras nas paredes e escoras mal colocadas
Funcionários do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do
Recife, estão reunidos desde as primeiras horas desta quarta-feira (4) para protestar
contra os problemas apresentados na estrutura do prédio. Desde a última sexta-feira
(29), quando parte do prédio apresentou problemas, o bloco G3 foi interditado. Nessa
área, funcionam quatro salas do bloco cirúrgico, ambulatórios e salas de consultas, além
da ala de recuperação. O clima no momento é de tensão com o risco de desabamento de
parte do prédio.
O técnico em radiologia do HGV Eduardo Belo garante que os enfermeiros, médicos e
técnicos estão muito assustados. "De fato, o clima é de tensão. Embora a direção não
mostre isso, mas entre os funcionários, o clima é de total insegurança. Nós estamos lá
dentro e podemos ver aquilo que muita gente não ver. Então, lá dentro, tem rachaduras,
escoras mal colocadas e um ambiente que a qualquer momento pode ruir. A integridade
física dos funcionários do Hospital Getúlio Vargas está totalmente comprometida”,
lamentou Eduardo.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, o médico Mário
Jorge Lobo, é preciso que o governo do estado se posicione e apresente uma medida
efetiva para combater o problema. Segundo ele, no próximo dia 10 vai ser realizado
uma audiência pública com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
"O Estado precisa apresentar uma proposta o mais breve possível. A informação que
tenho é que numa reunião entre o Conselho Regional de Medicina, o Sindicato dos
Médicos, a Diretoria do Hospital Getúlio Vargas e a Secretaria de Saúde de
Pernambuco, ficou decidido que o secretário de Saúde do Estado acatou as
reivindicações de restituição do bloco cirúrgico, bem como a total interdição do prédio.
Ele se comprometeu a entregar uma proposta de solução para o bloco G3 no prazo de 15
dias”, concluiu.
https://radiojornal.ne10.uol.com.br/noticia/2019/12/04/hospital-getulio-vargas-
problemas-estruturais-causam-tensao-em-funcionarios-180457